Nova modalidade é voltada a trabalhadores informais que mantêm os pagamentos em dia e permite substituir operações de crédito mais caras por uma nova linha com juros de até 1,99% ao mês.
Começa a operar nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026, o Desenrola Adimplentes, nova modalidade do programa federal voltada a trabalhadores informais que mantêm seus compromissos financeiros em dia.
A iniciativa foi criada pelo governo federal por meio da Medida Provisória nº 1.373/2026 e tem como objetivo permitir que trabalhadores que já possuem operações de crédito possam substituí-las por novas condições potencialmente mais vantajosas.
O programa prevê operações de até R$ 15 mil por instituição financeira, com taxa de juros limitada a 1,99% ao mês. A proposta busca reduzir o custo do crédito para pessoas que, apesar de estarem adimplentes, podem estar pagando juros elevados em empréstimos anteriores.
Como funciona o Desenrola Adimplentes?
A proposta é permitir que trabalhadores informais utilizem uma nova operação de crédito para quitar ou substituir uma dívida anterior que possua condições menos favoráveis.
Na prática, o trabalhador poderá trocar uma operação de crédito mais cara por outra enquadrada nas condições do programa, buscando reduzir o custo financeiro e o valor das parcelas.
Entre as principais características estão:
- crédito de até R$ 15 mil por banco;
- juros de até 1,99% ao mês;
- direcionamento a trabalhadores informais;
- possibilidade de substituir operações de crédito existentes;
- objetivo de reduzir o custo financeiro das dívidas.
A regulamentação foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.373/2026 e complementada por regras do Conselho Monetário Nacional.
Quem pode acessar o programa?
O Desenrola Adimplentes foi criado principalmente para trabalhadores informais que estejam com suas operações de crédito em situação regular, permitindo que esse público tenha acesso a condições mais favoráveis.
De acordo com as regras divulgadas, o programa contempla operações de crédito pessoal sem consignação, observados os requisitos estabelecidos para enquadramento.
Também é necessário que a operação atenda às condições previstas na regulamentação do programa, incluindo critérios relacionados ao histórico de pagamento.
Por isso, antes de solicitar o crédito, é importante verificar diretamente com a instituição financeira participante se a operação atual e o perfil do consumidor atendem aos requisitos.
Qual é o objetivo do programa?
O governo federal pretende ampliar o acesso a crédito com custos menores para pessoas que não possuem vínculo formal de trabalho e que, por isso, podem encontrar mais dificuldades para conseguir condições competitivas no mercado financeiro.
A Medida Provisória estabelece que o objetivo do programa é promover a recomposição da capacidade financeira de tomadores de crédito adimplentes, por meio de operações realizadas junto ao sistema financeiro em condições mais vantajosas.
Para financiar as operações, a União foi autorizada a destinar até R$ 3 bilhões, observada a disponibilidade orçamentária e financeira. A MP prevê o Ministério da Fazenda como órgão gestor e estabelece inicialmente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal como agentes financeiros.
Desenrola Adimplentes não significa perdão da dívida
É importante destacar que o programa não representa perdão ou desconto automático da dívida.
A proposta é possibilitar a contratação de uma nova operação de crédito em condições potencialmente mais favoráveis para substituir uma dívida anterior.
Por isso, o consumidor deve analisar cuidadosamente as condições oferecidas antes de contratar.
Além da taxa de juros, é importante verificar:
- valor total financiado;
- quantidade de parcelas;
- valor das prestações;
- prazo de pagamento;
- Custo Efetivo Total (CET);
- eventuais tarifas e outros encargos.
Uma taxa de juros menor não significa necessariamente que a nova operação será mais vantajosa em todos os casos. A comparação deve considerar o custo total do crédito.
Programa é diferente do Desenrola tradicional
O Desenrola Adimplentes possui uma proposta diferente daquela adotada pelo programa Desenrola lançado originalmente para facilitar a renegociação de dívidas de consumidores inadimplentes.
Nesta nova modalidade, o foco está nos chamados bons pagadores, especialmente trabalhadores informais que mantêm suas operações em dia, mas podem estar sujeitos a taxas elevadas de juros.
A medida amplia a estratégia de acesso ao crédito para além dos consumidores que já estão inadimplentes.
Outras medidas também fazem parte do pacote
A criação do Desenrola Adimplentes integra um conjunto de medidas voltadas à ampliação do acesso ao crédito.
A mesma Medida Provisória também criou o Fies Empreendedor, programa destinado a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com o objetivo de oferecer uma linha de crédito reembolsável para atividades empreendedoras.
A estratégia do governo é atender diferentes perfis de pessoas que mantêm seus compromissos financeiros regulares e precisam de condições melhores para reorganizar suas finanças ou investir em atividades produtivas.
Atenção aos golpes envolvendo o Desenrola
Com a divulgação de novas linhas de crédito, também aumenta o risco de golpes utilizando o nome do programa.
Por isso, consumidores devem ter cuidado com anúncios, mensagens de WhatsApp, SMS, e-mails ou páginas que prometam liberação imediata do crédito mediante pagamento de taxas ou fornecimento de dados pessoais.
Antes de contratar qualquer operação, é fundamental verificar se a oferta está sendo realizada por uma instituição financeira autorizada e conferir todas as condições do contrato.
Também não é recomendável fornecer senhas, códigos de autenticação ou dados bancários por meio de links recebidos de fontes desconhecidas.
O que o trabalhador deve avaliar antes de contratar?
Mesmo que a nova modalidade ofereça juros máximos de 1,99% ao mês, a contratação deve ser analisada individualmente.
O trabalhador deve comparar a dívida atual com a nova operação e verificar se a troca realmente reduzirá o custo financeiro.
Também é importante evitar assumir uma nova dívida apenas porque a taxa anunciada é menor. O ideal é avaliar o orçamento mensal e verificar se as novas parcelas cabem no planejamento financeiro.
Conte com a Contibem
O acesso a novas modalidades de crédito exige planejamento e atenção às condições financeiras da operação. Antes de assumir um novo compromisso, é importante avaliar o impacto das parcelas no orçamento e comparar o custo total da dívida.
A Contibem acompanha as principais mudanças econômicas e financeiras que podem impactar empresas, empreendedores e trabalhadores e oferece orientação para uma gestão financeira mais segura e planejada.
Se você precisa organizar suas finanças ou avaliar os impactos de novas operações de crédito no seu negócio, conte com a equipe da Contibem.
Fonte
Fonte: Adaptado de Agência Brasil e Portal Contábeis.